quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Divergências entre Presidência e Governo deixam Guiné-Bissau sem ministro do Interior em véspera de eleições A duas semanas do início da campanha eleitoral na Guiné-Bissau, o Governo continua sem um ministro do Interior, responsável pelo sector da segurança interna. Fontes da VOA apontam divergências entre o Presidente da República, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro, Aristides Gomes, como estando na base desse impasse que dura há três meses. O último titular da pasta, Mutaro Djaló, foi exonerado a 9 de Novembro de 2018, na sequência da carga policial sobre os estudantes que manifestavam em Bissau e que, para certas fontes, foi resultado de uma conspiração para o afastar do cargo. Os cidadãos guineenses mostram-se preocupados com esta situação. Diversas fontes sustentam que o Ministério do Interior está sob a gestão directa do Presidente da Republica, através do seu conselheiro para Assuntos da Defesa e Segurança, Botché Candé, antigo titular da pasta. Sana Canté, activista cívico, é de opinião que a não nomeação de um ministro do Interior visa não só comprometer as eleições de 10 de Março próximo como representa um grave desvio das normas. “É extremamente grave estarmos, até esta altura, sem um ministro do Interior, pelo dissentimento da classe politica porque as pessoas não querem eleições a 10 de Março”, disse Canté, acrescentando que “temos um Governo que não responde perante um partido político, mas pelos indivíduos, em que as Forças e Ordem Pública estão a responder a pessoas que nós desconhecemos, fora do quadro constitucional”. Fontes da VOA indicam que a não nomeação de um novo ministro do Interior deve-se a divergências de opinião entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, com José Mário Vaz a insistir em fazer voltar Botché Cande, seu homem de confiança ao referido Ministério. Uma fonte governamental acrescenta que esta possibilidade terá sido descartada pelo Chefe de Governo, Aristides Gomes, baseando-se no facto do nome de Candé estar ainda na mira da CEDEAO, por ter figurado na lista dos antigos sancionados pela organização. VOA

Divergências entre Presidência e Governo deixam Guiné-Bissau sem ministro do Interior em véspera de eleições

A duas semanas do início da campanha eleitoral na Guiné-Bissau, o Governo continua sem um ministro do Interior, responsável pelo sector da segurança interna.

Fontes da VOA apontam divergências entre o Presidente da República, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro, Aristides Gomes, como estando na base desse impasse que dura há três meses.

O último titular da pasta, Mutaro Djaló, foi exonerado a 9 de Novembro de 2018, na sequência da carga policial sobre os estudantes que manifestavam em Bissau e que, para certas fontes, foi resultado de uma conspiração para o afastar do cargo.

Os cidadãos guineenses mostram-se preocupados com esta situação.

Diversas fontes sustentam que o Ministério do Interior está sob a gestão directa do Presidente da Republica, através do seu conselheiro para Assuntos da Defesa e Segurança, Botché Candé, antigo titular da pasta.

Sana Canté, activista cívico, é de opinião que a não nomeação de um ministro do Interior visa não só comprometer as eleições de 10 de Março próximo como representa um grave desvio das normas.

“É extremamente grave estarmos, até esta altura, sem um ministro do Interior, pelo dissentimento da classe politica porque as pessoas não querem eleições a 10 de Março”, disse Canté, acrescentando que “temos um Governo que não responde perante um partido político, mas pelos indivíduos, em que as Forças e Ordem Pública estão a responder a pessoas que nós desconhecemos, fora do quadro constitucional”.

Fontes da VOA indicam que a não nomeação de um novo ministro do Interior deve-se a divergências de opinião entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, com José Mário Vaz a insistir em fazer voltar Botché Cande, seu homem de confiança ao referido Ministério.

Uma fonte governamental acrescenta que esta possibilidade terá sido descartada pelo Chefe de Governo, Aristides Gomes, baseando-se no facto do nome de Candé estar ainda na mira da CEDEAO, por ter figurado na lista dos antigos sancionados pela organização. VOA

A duas semanas do início da campanha eleitoral na Guiné-Bissau, o Governo continua sem um ministro do Interior, responsável pelo sector da segurança interna.

Fontes da VOA apontam divergências entre o Presidente da República, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro, Aristides Gomes, como estando na base desse impasse que dura há três meses.

O último titular da pasta, Mutaro Djaló, foi exonerado a 9 de Novembro de 2018, na sequência da carga policial sobre os estudantes que manifestavam em Bissau e que, para certas fontes, foi resultado de uma conspiração para o afastar do cargo.

Os cidadãos guineenses mostram-se preocupados com esta situação.

Diversas fontes sustentam que o Ministério do Interior está sob a gestão directa do Presidente da Republica, através do seu conselheiro para Assuntos da Defesa e Segurança, Botché Candé, antigo titular da pasta.

Sana Canté, activista cívico, é de opinião que a não nomeação de um ministro do Interior visa não só comprometer as eleições de 10 de Março próximo como representa um grave desvio das normas.

“É extremamente grave estarmos, até esta altura, sem um ministro do Interior, pelo dissentimento da classe politica porque as pessoas não querem eleições a 10 de Março”, disse Canté, acrescentando que “temos um Governo que não responde perante um partido político, mas pelos indivíduos, em que as Forças e Ordem Pública estão a responder a pessoas que nós desconhecemos, fora do quadro constitucional”.

Fontes da VOA indicam que a não nomeação de um novo ministro do Interior deve-se a divergências de opinião entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, com José Mário Vaz a insistir em fazer voltar Botché Cande, seu homem de confiança ao referido Ministério.

Uma fonte governamental acrescenta que esta possibilidade terá sido descartada pelo Chefe de Governo, Aristides Gomes, baseando-se no facto do nome de Candé estar ainda na mira da CEDEAO, por ter figurado na lista dos antigos sancionados pela organização. VOA

Interpol

A Interpol defendeu hoje na capital do Ruanda, Kigali, a necessidade de reforçar a cooperação internacional entre as polícias dos países de África para melhorar a segurança no continente.

Na conferência africana, que decorre hoje, o secretário-geral da polícia internacional, Jurgen Stock, salientou a importância do "reforço da cooperação policial a nível regional e internacional", com o objetivo de "manter as pessoas a salvo".

Jurgen Stock focalizou a melhoria da segurança na Internet no continente africano, sobretudo para os menores.

"Estamos completamente comprometidos a trabalhar juntos para ter uma internet melhor", sublinhou Stock na conferência de três dias, insistindo na necessidade de diálogo aberto e honesto para conseguir o propósito.

O primeiro-ministro ruandês, Edourd Ngirente, afirmou que "há uma necessidade urgente de uma cooperação mais forte para parar a prevenir estas ameaças e de estratégias integradoras contra o crime em todos os países".

A conferência da Interpol realiza-se três semanas depois de um ataque do grupo 'jihadista' somali Al-Shebab ao complexo hoteleiro DusitD2, em Nairobi, no qual morreram 21 pessoas.

O continente africano vive ameaças de outros grupos 'jihadistas', como Boko Haram e o Estado Islâmico de África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês), assim como milícias rebeldes ugandesas e ruandesas que operam na fronteira entre a República Democrática do Congo e Uganda e Ruanda.

A reunião da polícia internacional, que tratará de outros problemas como o terrorismo, o tráfico de seres humanos e os crimes ambientais, reúne chefes de polícia e outros altos oficiais das forças de segurança de África. Lusa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Advertência

Advertência

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau advertiu o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral para corrigir as omissões dos cadernos eleitorais em "tempo útil", num comunicado a que a Lusa teve hoje acesso.

"Preocupado com determinadas situações e ou omissões constatadas no decurso de afixação dos cadernos eleitorais provisórios, (o Secretariado Executivo da CNE) exorta o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) para tomar todas as diligências técnicas necessárias de forma a corrigir tais omissões em tempo útil, tendo em atenção o período de inalterabilidade dos cadernos eleitorais", refere o comunicado, com data de 01 de fevereiro.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral iniciou a 25 de janeiro a afixação dos cadernos eleitorais provisórios e iniciou o atendimento de reclamações para a correção de dados nos cartões de eleitor e a recolha de impressões digitais em falta no país e na diáspora.

Os partidos têm denunciado que os cadernos eleitorais ainda não afixados em todas as zonas do país e na diáspora e que, por consequência, as pessoas não têm conseguido apresentar as suas reclamações.

No comunicado, a CNE apela também aos potenciais eleitores para se dirigirem aos locais onde se recensearam para "efeitos de confirmação dos seus nomes nos cadernos provisórios e para casos eventuais proceder a reclamação e correção devida das anomalias constatadas".

Segundo a lei eleitoral da Guiné-Bissau, as reclamações aos cadernos eleitorais provisórios decorrem durante um período de 15 dias, neste caso, até quinta-feira.

Os dados provisórios do recenseamento eleitoral, que terminou em dezembro, apontam para o registo de 733.081 eleitores em todo o território nacional e diáspora, contra os 900.000 inicialmente anunciados.

A Guiné-Bissau vai realizar eleições legislativas a 10 de março.

As eleições estiveram inicialmente marcadas para 18 de novembro, mas dificuldades técnicas e financeiras provocaram atrasos no início do recenseamento eleitoral e consequentemente o adiamento do escrutínio. 


NO DA VALOR A KIL KI DINOS

Guiné-Bissau: Presidente exonera chefias militares